Sobre 2017-10-16T17:46:50+00:00

Olá, bem-vindos

ao Be Pure Inside by Carina Barbosa

O meu nome é Carina Barbosa, sou terapeuta holística, faço palestras espirituais, motivacionais e evolucionais, consultas e workshops, onde ajudo várias pessoas a conseguirem encontrar o caminho pessoal, profissional, o perdão, melhorar o relacionamento amoroso, libertar traumas, ultrapassar obstáculos de vida, a descobrir o propósito de vida, entre muitos outros desafios que não nos deixam seguir em frente. Tenho ainda uma ligação com a alimentação saudável – sou vegetariana (vejam em baixo como foi o meu caminho para o vegetarianismo/veganismo) e autora do livro Cozinha 100% Vegetal e Saudável – faço palestras, cursos e workshops sobre a vida e alimentação saudável. Vê mais aqui no site, na secção Eventos.

Desde nova que sentia que tinha claricognição e clarividência, não conhecia estas palavras, mas apenas sentia o que elas significam. Passei por diversas experiências e momentos que me alertavam para estes Dons, mas não os entendias ou não confiava neles. Hoje também sei que a minha energia consegue curar a curta e longa distância. Depois de atender diversas pessoas em terapias holísticas, e de elas me dizerem sempre que, depois de uma conversa se sentiam leves e cheias/cheios de vida e agora com um caminho a seguir, sentia-me apenas feliz, mas não entendia o porquê. Mais tarde, fui informada que tinha este Dom e que estava sempre em constante trabalho energético, quando estava com alguém presencialmente ou à distância. Durante muito tempo, tentei esconder todas estas sensações (mais em baixo explico como), até que comecei a aceitar e a acreditar – o que hoje quero partilhar convosco.

Este espaço online é onde partilho as minhas histórias de vida, as aprendizagens e a evolução do meu caminho espiritual. Este é o local, onde partilho aquilo que acredito ser o melhor para vocês, que vos vai ajudar a elevar a energia de luz que há em vocês. Aqui podem ainda encontrar muitas receitas saudáveis para que possam descobrir um Universo cheio de oportunidades, LUZ e AMOR.

“Quando nos permitimos olhar com os nossos olhos espirituais, conseguimos alcançar tudo o que quisermos” – Carina Barbosa

Desde nova tenho passado por diversos desafios. Aqueles momentos pareciam dolorosos, eternos e cheios de questões. Não entendia o porquê de os ter de enfrentar e o porquê de eles estarem a acontecer comigo. Até que descobri que estas passagens, serviram para desenvolver tudo aquilo que precisava para hoje conseguir estar em pleno, para agora estar habilitada a ajudar todas as pessoas que me procuram. A vida deu-me de facto muitos desafios, mas também me deu imensas oportunidades e alegrias. É com esta incrível mistura de emoções, que consigo estar agora também focada em vocês.

Para vos apresentar um pouco o meu percurso para chegar até aqui – terminei o meu curso de Jornalismo em 2005, sempre adorei escrever e comunicar. Hoje sou escritora e publiquei o meu primeiro livro – Cozinha 100% Vegetal e Saudável. Um livro cheio de delícias, apenas com ingredientes de origem vegetal. Em 2011 terminei a Licenciatura em Engenharia Informática e em 2013 o Mestrado também em Engenharia Informática, sempre fui muito ligada às tecnologias e estes cursos eram o que me ajudavam a esconder algo dentro de mim (mais em baixo descobrem o porquê). Depois de ter trabalhado em diversas empresas de tecnologia informática de grande nome e de estar num rumo profissional muito estável, sentia que aquela vida/sensações não me fazia bem e mantinham-me apagada da minha espiritualidade. Hoje em parceria com o meu namorado (Artem Umanets), faço aplicações para telemóveis, com a certeza de que a tecnologia também chegou, para nos ajudar na nossa evolução espiritual. Depois do 2012 fiz diversos cursos ligados à espiritualidade para me instruir mais neste mundo, que me vinha abrir as portas para algo que já me era familiar, mas que estava escondido em mim.

A espiritualidade abriu novamente a minha luz

Aos 16 anos, comecei a sentir mais que era diferente das outras pessoas, desde essa altura recebia imensas informações de que o meu caminho deveria ser dedicado à espiritualidade. Apesar de mais nova já ter muitos picos de sensibilidade devido à claricognição e à clarividência, nessa altura não estava muito atenta aos pormenores espirituais. Não tive uma infância fácil, tive de enfrentar bastantes obstáculos e enfrentar algumas missões mais complicadas. No decorrer de todos os contratempos que foram surgindo, fico feliz por ainda ter tido a oportunidade de brincar e crescer dentro da minha infância com felicidade. Aqueles contratempos mais difíceis vinham a ser algo muito positivo para o meu futuro.

Mais tarde comecei a reparar que tinha dentro de mim uma força, que me ajudava a enfrentar os problemas de uma forma mágica – apercebi-me que desenvolvia auto-técnicas que ajudavam a atenuar e mesmo a desaparecer as feridas causadas pelas más experiências.

Os anos passaram e na adolescência, o meu lado espiritual começava a gritar mais alto, para se fazer mostrar. Mas a cada pormenor que tentava trazer para fora ou por vezes a algo que dizia que era mais fora do comum, era alvo de troça por amigos e pessoas que me ouviam ou conheciam. Numa tentativa de ser igual a todos os outros – escondia quaisquer que fossem as sensações, visões espirituais ou pensamentos que tinha. Ignorava-os completamente, para que a minha vida fosse tão ou igual a outro adolescente. Para esconder todos estes sentidos, decidi estudar – entrar na Universidade, tirar o meu curso, trabalhar na minha área – para um dia ser alguém (era assim que pensava, é assim que a sociedade nos faz acreditar). Hoje também não as vejo como más escolhas, escolhi cursos que hoje consigo fundir e que me ajudam no meu trabalho espiritual – tanto o curso de Jornalismo, como o curso de Engenharia Informática, abriram-me portas para conseguir desenvolver tudo aquilo que hoje posso fazer para vocês.

Fugi da espiritualidade, mas ela não desistiu de mim

Lembro-me de ouvir histórias de que, quem vem com um Dom espiritual, deve pelo menos conseguir conciliar este Dom, com todas as outras atividades; ou então se possível dedicar a vida profissional a este Dom – saber usufruir e ainda conseguir ajudar outras pessoas com o Dom magnifico que a pessoa traz nesta vida. Porque, caso contrário, a vida não consegue seguir o percurso ao qual nos propusemos quando decidimos vir à terra evoluir.

Mas ainda assim, eu não queria fazer parte da espiritualidade. Acreditava que se conseguisse ignorar totalmente estes Dons, eles acabavam por desaparecer, mas isto não aconteceu. O que realmente acontece, é a vida nunca sorrir totalmente a nós. Vão sempre acontecendo situações boas sim, mas o percurso é muito mais complicado e controverso quando querermos fechar as portas a algo tão positivo que nos foi oferecido – o Dom da espiritualidade.

Todos nós temos Dons espirituais, todos nós trazemos luz dentro de nós e podemos dedicar a nossa vida a fazer imensos trabalhos de luz interior para nós mesmos. Mas alguns de nós, trazem Dons mais desenvolvidos, para que possam ajudar outras pessoas que estão a precisar de descobrir a luz dentro delas. Foi disto que sempre fugi – do Dom que trago dentro de mim, que sabia que era dedicado a ajudar outras pessoas. Comecei a aceitar e a acreditar que tinha todo o potencial para desenvolver cada vez mais a espiritualidade que há em mim. As evidências eram cada vez maiores, e a dúvida foi ficando esmagada pelas certezas.

Hoje aqui estou eu, para vos ajudar e acompanhar na vossa evolução e ascensão espiritual, da forma mais pura que sei fazer, estar e ser. Que é a forma do AMOR!

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Se precisam de apoio para passar algum trauma, alguma situação na vossa vida que não esteja de acordo com o que vocês desejam. Se querem descobrir a vossa espiritualidade, descobrir o perdão, o amor, ou se têm algumas dúvidas e receios na vida. Entrem em contacto comigo através da página de Contactos, para saber qual a melhor forma de para conseguirmos juntos, encontrar a vibração magnífica que há em vocês.

– Como me tornei vegetariana –

A minha alimentação baseia-se toda ela em alimentos 100% vegetais. Atualmente tento ao máximo seguir um estilo de vida Vegan. Tudo começou em 2002 quando estava a estudar no curso de Jornalismo. Num dos intervalos estava a comer uma sandes com carne (penso que seria de fiambre), ao meu lado estava um colega/amigo meu (de uma turma diferente da minha), este meu amigo era vegan – na altura não conhecia este termo, estava muito longe de saber que se tratava de um estilo de vida que AMA e PROTEGE todos os animais. E foi numa conversa muito simples com ele, que tudo começou.

– “Já viste o que o animal teve de sofrer para agora estares a comer essa sandes?” perguntou-me esse meu amigo.
– “Mas qual animal!?” Questionei – não estava a ver nenhum animal na minha sandes. Vemos a carne, peixe, leite e ovos, como simples produtos que vamos ao supermercado comprar e não vemos como animais ou elementos de animais explorados.
– “Sim, para teres a carne na tua sandes, o animal teve de sofrer e imenso. Desde que nasceu, até ao dia que foi morto.” Respondeu o meu colega de escola, num tom subtil, mas ainda assim assertivo.
– “Eu não como nada de origem animal. Carne, peixe, leite, ovos e mel.” Continuou ele muito rapidamente.
– “Não comes carne?” Perguntei eu, numa tentativa de acreditar que seria possível alguém não comer carne.
– “Não.” Disse ele, olhando para baixo, apanhando os meus olhos e com um sorriso de que (sim é possível!).
– “Bem, tens razão. Que giro, nunca tinha pensado nisso.” – Respondi-lhe também com um sorriso envergonhado – ainda tinha a sandes na minha mão.
– “Tens muito mais alimentos para comer, que são de origem vegetal” – Concluiu ele.

Partilhámos ainda mais umas frases um com o outro, mas lembro-me de que as frases dele me faziam questionar mais e mais. Dobrei o guardanapo e baixei a mão numa tentativa de esconder a sandes. Tinha caído em mim uma vergonha que nunca tinha sentido. Era como que um manto de timidez e remorço caísse sobre mim. Hoje sei que não compreendi tudo o que ele me disse, não havia a internet que há hoje e o conhecimento sobre este assunto era muito escasso. Mas dentro de mim, sentia que estava a agir mal ao consumir aquela sandes. O meu espirito já conseguia fazer-se ouvir, nem que fosse um pouco mais. Entretanto fiquei em silêncio, não sabia o que lhe dizer. Mas lembro-me de ele respeitar imenso o meu momento de reflexão e senti que ele sabia perfeitamente estar na posição dele enquanto eu procurava o meu caminho.

Nesse mesmo dia quando cheguei a casa, já tinha ideia de partilhar o pequeno conhecimento que tinha tido, com a minha mãe.

– “Não quero comer mais carne! Os animais sofrem tanto para nós os comermos.” Disse muito rapidamente assim que a vi entrar em casa.
– “Tenho um colega meu que não come carne. Eu também não quero comer!” Continuava eu sem parar.
– “Que bom, eu também não quero!” A minha mãe respondeu-me muito rapidamente.
– “Nunca gostei de comer carne, porque sempre achei que havia alguma coisa de errado. Então quando temos o conhecimento que eles sofrem imenso. É mais uma certeza, para deixar totalmente.” Disse ela feliz por estar a entrar num mundo novo.

Foi uma sensação de liberdade total, eu tinha a minha mãe do meu lado, a tomar aquela decisão que me levava tão e tão mais longe na minha vida, sem ainda eu saber disso. Este momento, foi um marco na minha vida. Estávamos em 2002 e não fazia ideia que 14 anos depois, iria lançar o meu primeiro livro Cozinha 100% Vegetal e Saudável. Com aquela decisão, optámos por tirar toda a carne que havia em casa e a minha mãe deu a quem sabia que mais precisava (a carne já estava comprada, por isso íamos honrar o que já estava investido e com o pensamento de que (enquanto se comem estas carnes, não se compram outras)).

Liberta-te do que já não te faz bem, porque só assim podes continuar a caminhar

Os anos passaram e mantive a minha alimentação assim – não comia carne; mas comia peixe, leite, ovos e mel. Talvez naquele dia, não me tenha apercebido de que ele era um Vegan (ou seja não consumia qualquer produto de origem animal). Não conhecia a palavra Vegan e por isso não significou nada para mim. Com esta pequena mudança na minha alimentação, comecei a ver diferenças em mim. Sentia-me mais pura por dentro, mais honesta comigo própria. Aquela sensação de enfartamento à noite tinha passado. Já praticamente não tinha prisão de ventre (que até aquela altura era tão desconfortável). Ainda mantive alguma má disposição quando comia peixe e muitas vezes deitava-me muito mal disposta. Naqueles tempos, ser vegetariana era algo fora do comum e pensavam muitas vezes que seria por seguir algum tipo de religião. Ao que eu dizia sempre que não e que era pelos animais. Mas tudo isto fazia alguma confusão a quem sabia que eu não comia carne. Não havia a disposição de conteúdo na internet que existe nos dias de hoje e nem a abertura de consciência das pessoas era igual ou semelhante à de hoje. Mas fui começando a gostar cada vez mais de ser “vegetariana” – intitulava-me assim naquela altura, apenas por não consumir carne. Hoje sei que ser vegetariano não é só não consumir carne, mas também é não consumir peixe, leite, ovos e mel.

Estávamos em 2012 quando conheci o Artem (o meu namorado) numa empresa de IT (Informática). Trabalhávamos no mesmo local, o que significava que almoçávamos todos os dias juntos, juntamente com os nossos colegas de trabalho. Naquele tempo ser vegetariana, era ser diferente. Tinham imensas questões para me fazer e eu ia respondendo dentro daquilo que sabia. Quando falava com o Artem sobre alimentação, perguntava-lhe imensas vezes porque comia ele salsichas, ele respondia-me que era porque gostava, porque estava habituado, e porque… não sabia mais o porquê de as comer. Sem querer forçar, porque não temos de forçar qualquer escolha. O caminho de cada um de nós, somos nós que o temos de percorrer. Um dia mostrei-lhe como eram feitas as salsichas e como chegam ao prato. Depois mostrei-lhe como a carne chega até à produção das salsichas. No primeiro vídeo, ele mostrou-se um tanto incomodado com a forma como as salsichas são produzidas, mas no segundo vídeo, as lágrimas escorriam-lhe pelo rosto. Ao tomar tamanha consciência do que se passava por traz de toda a produção de carne, o espirito dele expressava-se agora com liberdade. Algo que ele nunca tinha sentido, sabido ou tomado consciência. Apenas mostrei-lhe o leque e deixei-o fazer a escolha dele, seguir ele próprio o caminho dele. Aquele que ele sabia ser o mais indicado para ele.

O nosso caminho, somos nós que o temos de percorrer

Passou-se 1 ano. Um dia ele disse-me que não comia carne à 1 semana. Fiquei contente, mas pensei que ele não iria aguentar. Mas o Artem realmente estava a fazer a mudança dele. A escolha por amor aos animais, não pode ser forçada, tem de ser de coração. É com esta sensação que tudo muda. É com amor que fazemos as melhores escolhas. Passaram-se 3 meses desde que ele tirara a carne da alimentação dele, ainda me lembro de estarmos a comer um prato de peixe (lulas com puré).

– “Já pensaste que os peixes também sofrem, como sofrem os animais terrestres?” Questionou-me ele, questionando-se a ele próprio também.
Fiquei em silêncio… não conseguia combater a invasão de pensamentos que surgiam na minha mente.
Estava a mastigar e sabia que tinha de engolir aquilo, mas o meu corpo dizia não.
– “Mas os peixes sofrem como os outros animais?” Sem muito acreditar, tentei ripostar, para ver se eu própria tinha alguma razão naquilo que dizia.
– “Eu acho que têm. A mim começa-me a fazer confusão comer peixe.” Disse ele torcendo o nariz e com uma expressão de repulsa.
– “Com o que estás a dizer, também me começa a incomodar. Mal consigo engolir.” Tentei acompanhar o raciocínio dele.

Fomos pesquisar mais sobre o assunto e vimos um documentário “If Slaughterhouses had Glass Walls – Paul McCartney”. Foi o vídeo que nos fez questionar mais. Custou-me a aceitar que era capaz de tamanha mudança. Sempre dissera a mim própria – “carne não como, mas peixe nunca vou ser capaz de deixar! Muito menos ovos e leite.” No final do vídeo, estávamos os dois a tentar esconder a nossa sensibilidade e os tremeliques nos olhos tentavam com toda a contração que podiam, agarrar as lágrimas.

– “Gostavas de ficar Vegan?” Perguntou-me o Artem. Mas aquela pergunta tinha dois sentidos, era também para ele.
Fiquei sem resposta por segundos.
– “Mas então o que vamos comer? …mas e o queijo? …e os ovos?” Perguntei, com receio de a resposta dele ser exatamente aquela que ele disse.
– “Vegetais, queijo e ovos não comemos, outras coisas…” respondeu ele muito decidido. Foi algo nele que me motivou bastante na minha mudança.
– “Achas que somos capazes? Sinto-me bem pensar nisso também, mas parece tão radical.” Interrompi-lhe a frase, ainda estava muito formatada aos sabores e texturas, mas uma parte de mim dizia “tu és capaz”.
– “Claro que somos. Deixámos a carne e não temos saudades dela, logo esta mudança vai ser igual.” Disse ele, já com um tom cheio de certeza e uma expressão no rosto que transmitiam que era tudo possível.
– “Sei que existe, tofu e seitan. A minha mãe às vezes compra e estes substituem muito bem a carne e o peixe.” Concluí eu, agora com imensa certeza de que aquela era a melhor escolha na minha futura alimentação.

E nessa tarde fizemos a decisão. Deixámos de consumir também peixe, leite, ovos e mel! O Artem foi quem me fez despertar o resto que estava adormecido. A minha eterna gratidão ao Artem, que me tirou a venda que me cobria os olhos e escondia o meu coração. Estava desejosa de contar à minha mãe, ela que em 2002 aceitou tão rapidamente retirar a carne da alimentação dela quando lhe contei que queria deixar. Será que ia agora novamente também querer retirar o peixe, leite, ovos e mel?

– “Mãe, eu e o Artem vimos um vídeo e decidimos que vamos deixar de comer também peixe, leite, ovos e mel.” Disse a frase como se fosse uma decisão maluca que estávamos a ter.
Contei algumas passagens do vídeo – como é a vida dos animais de produção, pelo que eles passam, condições, alimentação, maus tratos, sofrimento, entre outros pormenores. A minha mãe estava a absorver tudo aquilo que lhe contava.
– “Queres ver o vídeo que vimos, para saberes se também queres deixar?” Sem que ela conseguisse dizer qualquer coisa, fiz a pergunta directa.
– “Eu não! Não preciso de ver o vídeo. Só pelo que me estás a contar, também quero deixar de comer animais.” respondeu ela muito rapidamente e cheia de confiança.

A decisão estava tomada. O passo mais complicado estava dado. Costumo dizer nas minhas palestras que o passo mais complicado é querer mudar. Porque desde que aceitamos mudar, todo o Universo se junta para nos mostrar, acompanhar e guiar. Os 3 juntos decidimos abraçar este estilo de vida da melhor forma possível. A minha mãe prova-me sempre que com qualquer idade podemos mudar e aceitar um novo começo. Ela é um pilar que utilizo muito para fortalecer a ideia pela qual várias pessoas que me procuram questionam – pensam que agora em adultos é complicado fazer estas mudanças. Mas o mais certo é sempre fazê-las e verem como se sentem. A minha eterna gratidão à minha mãe que sempre está aqui cheia de força e amor para envolver e partilhar.

Optámos por desta vez fazer uma mudança diferente daquela que fizemos com a carne. Como era uma mudança grande, decidimos consumir tudo o que tínhamos em casa de origem animal (alguns produtos demos, porque iriam demorar muito tempo a gastar) e sempre que íamos às compras, só comprávamos produtos de origem vegetal. As primeiras semanas foram dedicadas a tirar tudo o que era de origem animal em casa e a ler rótulos nos supermercados e mercados. Quando abrimos o leque à nossa volta, descobrimos que não temos conhecimento daquilo que compramos e daquilo que comemos. Foi refrescante retirar tantos produtos malignos que faziam parte do dia-a-dia.

A escolha que faço hoje, faz de mim o que sou amanhã

Sei que não é fácil tirar o chão de baixo de nós. Deixar tudo aquilo que estamos habituados e mudar a nossa alimentação. Mas é quando saímos da nossa zona de conforto que a magia acontece. Com a mudança na minha alimentação, tive muitas outras mudanças – em termos físicos, deixei de ter a má disposição depois das refeições que costumava ter, deixei totalmente de ter prisão de ventre e comecei a ver os alimentos de forma completamente diferente e comecei a ter gosto pela comida. Mas a mudança foi muito mais além e também comecei a ver os animais de forma totalmente diferente. O amor que conseguirmos emanar de dentro de nós é tão grande, que era impossível ter reparado nestas sensações se ainda estivesse naquele patamar que estava até à alguns anos atrás. Com este amor a ser desenvolvido cada vez mais, comecei a tomar uma consciência espiritual que até então estava fechada em mim. A leveza que sentia no meu corpo físico, começou a desenvolver-se na minha consciência enquanto Ser de luz. A energia que sentimos é tão bonita que tive a certeza que vinha desta escolha que tinha feito. O deixar de comer animais, fez-me deixar de consumir aquele sofrimento e comecei a caminhar numa direcção que ainda hoje me ajuda a dirigir no caminho que acredito ser o mais certo para mim.

Nesta mudança, senti a necessidade de pesquisar mais e mais. Se antes pensava o que iríamos comer, agora era complicado era repetir receitas. Existem tantas receitas que queremos partilhar, que parece impossível repetir receitas. Assim as receitas que íamos fazendo em casa eram tão boas, que queríamos regista-las numa plataforma online para ficarem sempre disponíveis. Mas a ideia foi um pouco mais à frente e queríamos também ajudar tantas outras pessoas que se encontravam na mesma situação. Foi quando surgiu o meu site de Veganismo – www.veggitableblog.com. O site teve um crescimento tão rápido que quando me apercebi, já tinha muitas pessoas a fazerem-me diversas questões sobre a alimentação. O meu interesse pela escrita, sempre esteve muito dentro de mim e foi então que decidi escrever o meu primeiro livro Cozinha 100% Vegetal e Saudável. Um livro que chegou para ajudar todos a transitarem para uma alimentação 100% vegetal de forma simples e com ingredientes fáceis de encontrar em supermercados. A minha ideia é poder oferecer oportunidades de mudança tão simples, cheias de cor e sabor. Ideia que eu precisei para também conseguir dar o meu passo de Amor. E assim foi.

Hoje, como porque sei que estou a nutrir o meu corpo e faço-o com gosto, porque esta alimentação é tão saborosa como nutritiva. A leveza que posso hoje sentir é aquela que quero partilhar convosco. Aprender a comer é tão simples, que não podia deixar de partilhar com todos aqueles que me acompanham aqui. É com toda esta sensação de amor que partilho a minha história e acredito que possa fazer diferença na tua escolha e na tua vida.

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Se também sentes que tens algum bloqueio, vê as consultas que tenho disponíveis para ti em: Consultas. Se queres mudar a tua alimentação, se queres sentir também esta grande leveza espiritual, mas ainda tens algumas dúvidas e receios. Entra em contacto comigo através da página de Contactos para saber qual a melhor forma de conseguires percorrer este novo caminho. Podes ainda ter interesse no meu livro Cozinha 100% Vegetal e Saudável, um livro com mais de 100 receitas 100% vegetais, todas ilustradas e tão simples, que vai tornar-te um exemplo na cozinha e na vida. Este livro tem ajudado imensas pessoas a conseguirem chegar a uma alimentação mais saudável, de uma forma tão simples e fácil. E tem provado ser um ótimo aliado para quem também já segue esta alimentação 100% vegetal.

Que a vossa escolha, possa ser o vosso melhor caminho

Luz e amor!

Carina Barbosa