O meu sonho: a viagem do perdão

Este sonho já tem algum tempo e ficou sempre na minha memória, no meu interior. Sinto-o como um grande marco no momento do meu perdão a tantas pessoas. A libertação das cordas que foram feitas, trouxe-me mais paz, mais conexão e gratidão interior. Sabe tão bem. Agora procuro sempre não deixar mágoas, sentimentos inferiores e procuro libertar sempre qualquer emoção mais densa. Pois elas existem, mas não precisam de estar em nós.

Depois de um dia normal deitei-me. Não sabia que naquela noite ia fazer uma grande viagem do perdão. Ia até ao local da libertação de tantos bloqueios que estavam em mim de forma inconsciente. Há muitas energias que vivem em nós de forma inconsciente e é precisamente por serem inconscientes que não sabemos, nem sentimos que elas estão lá. Por isso é muito difícil dizer-se que elas existem ou não, pois mais uma vez – são inconscientes, até escondidas por vezes, para que apenas no momento certo elas possam mostrar-se e serem reparadas, entendidas e libertadas as energias nelas contidas.

Começa num túnel enorme que estava à minha frente e eu sentia-me preparada para começar a percorrer aquele caminho. Este túnel era confortável e até mesmo acolhedor, parecia que pertencia a uma enorme casa e o era de facto. Estava numa casa etérica, uma casa espiritual de uma outra dimensão.

Olhava para um lado e via algo que me pareciam serem quadros na parede, ornamentos e até uns focos de luz que davam uma certa iluminação confortável àquele local. Muito acolhedor e se tivesse de lhe dar uma cor, diria assim para os tons de dourado e castanho. Realmente bonito.

Ao fundo do túnel havia uma porta alta e um tanto larga, que quase chegava praticamente aos cantos do túnel. Antes de abrir a porta sabia que tinha de puxar uma alavanca, essa alavanca ia preparar o meu caminho para aquilo que fosse o melhor para o momento presente. O melhor para a tomada de consciência e depois para a cura que fosse necessária. Abri sem medo, pois sentia todo aquele local muito protegido, e com uma energia positiva muito grande.

Os sonhos são momentos de cura

Quando a porta se abriu, os meus olhos encadearam-se com a luz intensa branca, que irrompeu pela pequena brecha da abertura da porta. A luz era tão forte que me protegi instintivamente, fechei fortemente os olhos, enquanto os tapava com os ante-braços desviando a cabeça para o lado. Finalmente a porta abriu-se completamente e toda aquela luz invadiu o comprimento do túnel, parecia que uma onda gigante tinha passado por mim. Tudo era branco do lado de lá da porta, espreitei curiosa, dei um passo e avancei. Assim que entrei adaptei novamente os meus olhos aquela intensa luz que agora começava a ficar mais calma, ou seria eu que estava numa energia diferente e a luz já fazia parte de mim? Olhei em redor, à procura o mais rápido possível de respostas, de entendimento, de algo a experienciar.

Comecei a ver que estava num campo de terra batida, um descampado – haviam umas pequenas árvores lá ao fundo, uns pedaços de relva por aqui e por ali, e muita terra. Comecei a caminhar e a apreciar tudo o que via. Mais à frente vi uma mesa em madeira um tanto desajeitada, com um pano azul por cima. Virei-me de costas e haviam muitas outras mesas, umas com panos, outras sem. Parecia estar numa daquelas feiras onde existem bancadas com comida, e artigos à venda. Só que a única diferença aqui é que estava tudo vazio, como se estivesse ainda para começarem as preparações.

Aguardei, continuei à procura de algo. Quando de repente senti que alguém estava atrás de mim, virei-me e era uma mulher. Não a conhecia e ela apenas estava a olhar para mim. Naquele momento olhei à minha volta e toda aquela “feira” tinha agora imensas pessoas, umas perto das bancadas, outras a andarem pela feira, umas estavam numa longa fila para algo, esta fila captou a minha a atenção, no meio daquela feira que estava completamente cheia de pessoas.

No entanto voltei a fitar a senhora que estava à minha frente e comecei a reparar que a conhecia, conhecia-a do meu passado nesta vida, (não vou nomear nomes para proteger a privacidade das pessoas). Foi uma mulher que me causou algum mal e sofrimento no passado e que eu já havia ultrapassado e perdoado (pensava eu). Naquele momento olhei para cima para ter a certeza de que era ela. Senti um nó na barriga, senti-me bloqueada, invadida e intimidada. Afinal ainda não tinha feito o perdão sincero, no entanto não sentia vontade de o fazer, algo me bloqueava para tentar o que quer que fosse. Desviei-me dela, como se não a tivesse reconhecido. Afastei-me, continuei a andar e tentei encaixar-me na multidão para me disfarçar e não lidar com aquelas emoções novamente.

As possibilidades que ficam adiadas à espera do perdão

Vi que de entre algumas pessoas da multidão eu reconhecia algumas caras, mas não liguei, continuei-me a misturar entre elas. Até que me apercebi que conhecia todas elas, todas estas pessoas pertenciam ao meu passado (nesta vida e certamente de vidas passadas) eram muitas, muitas. Com todas elas tinha tido algum tipo de episódio desagradável e havia ali a necessidade de perdão.

Rodei o corpo à procura de algo que me ajudasse a entender o que se estava ali a passar. Tinha sido tão bonita a passagem por aquele túnel e agora estava ali no centro daquela energia tão pesada a recordar momentos menos positivos, uns mais fortes, outros mais leves, e ainda outros que pensava que nem me tinham causado qualquer desconforto. No entanto ali estavam, algo se tinha passado certamente, nem que estivesse guardado no meu inconsciente.

Dirigi-me para aquela fila que vi inicialmente e que tanto me despertou a atenção. Assim que cheguei lá, vi que mais uma vez conhecia todas aquelas pessoas, umas recordei bem como sendo desta vida, outras não reconheci, mas sei que as conhecia. Olhava-as uma a uma enquanto caminhava, haviam umas que eu parava e olhava-as.

— Porque é que esta pessoa está aqui? — perguntei eu em voz alta olhando para a pessoa.
— Porque ela teve inveja de ti e tu sentiste, então algo ficou preso na energia das duas, liberta! — ouvi uma voz que parecia vinda de cima.
— Mas libertar como? Como se liberta uma energia? — questionei, movendo-me para a frente como que a ir embora.
— Sente com o coração, sente no teu interior que queres libertar o peso desses momentos passados. — respondeu-me aquela voz lindíssima e suave tão rápido como que a manter-me ali.
— Ai não quero, não tenho coragem de abraçar e dizer que perdoo e rebaixar-me agora depois de já ter passado este tempo todo. — ripostei, franzido as sobrancelhas para mostrar o meu desagrado.
— Então também tens de libertar o peso deste momento presente. — disse aquela voz agora num tom mais sério.
— Como é que faço isso? — disse eu, como que um pedido de desculpas também estivesse nesta frase.
— Olha para ela, sente amor. Ela também faz parte de ti, faz parte do Universo, é uma partícula da mesma partícula que tu. Todos somos um todo. Quando estás bem com ela, estás bem contigo, estás bem comigo, estás bem com o Universo. Sente essa grandiosidade de energia, sente esse amor. — a voz parecia que dançava ondulante à minha volta e libertava algum peso que não sabia que existia.

Senti, olhei para ela, e vi tudo isso. Vi todo esse amor, senti esse amor grandioso que aquela voz me dissera até então. Olhei para a pessoa ao lado, e fiz o mesmo – senti o amor, e caminhei mais para a frente e voltei a fazer. Olhar, apreciar e sentir o amor. Comecei a sentir a necessidade de abraçar, avançava pela fila, uma pessoa e outra, e mais uma. Olhava, sentia o amor e abraçava, agora era tão simples. Tão fluído e tão sentido. Algumas ainda ficava uns momentinhos a relembrar o que se tinha passado e a energia logo curava e eu sentia o amor.

A liberdade que se sente e não se sabe que estava presa, acontece depois do perdão

Aquela senhora apareceu novamente, ela tinha sido alguém que me tinha inferiorizado, ridicularizado e que me tinha “estragado” um relacionamento amoroso nesta vida, mas hoje vejo que nada ficou estragado, tudo foi como tinha de ser, os acordos e a aprendizagem que tinha de ser e eu estou muito grata por isso. Porque cresci, aprendi e estive sempre protegida mesmo naqueles momentos, e sei que não me prejudicou.

Também senti o amor por ela, pela energia e abracei-a. Libertei todas as cordas, todas as energias estagnadas e bloqueadas que ficam das mágoas. Todos os bloqueios que acontecem pela falta de perdão. Todas as energias de luz que não aparecem porque há rancores. Todas as possibilidades que ficam adiadas à espera do perdão sincero.

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Luz e amor,
Carina Barbosa

Destaque do Dia

By | 2021-05-06T16:47:25+00:00 Março 24th, 2021|Alma|0 Comments

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