Sobre 2020-11-05T13:08:40+00:00

Olá, bem-vindos

ao Be Pure Inside

O meu nome é Carina Barbosa, sou escritora e terapeuta espiritual – dou consultas, cursos e workshops online, escrevo artigos canalizados pelo Universo e pelos Seres de Luz e ainda organizo Retiros e outros Eventos. Através da claricognição, clarividência e mediunidade ajudo várias pessoas a conseguirem encontrar o caminho pessoal, profissional, o perdão, melhorar o relacionamento amoroso, libertar traumas, desbloquear, ultrapassar obstáculos de vida, a descobrir o propósito de vida, trazer a gratidão à vida, limpar karmas e outras energias e desafios que a vida coloca à frente que não deixam seguir em frente.

Faço palestras espirituais, motivacionais e evolucionais, presenciais ou em vídeos no meu canal youtube.com/bepureinside. Ensino ainda técnicas de meditação e incentivo a dança como parte espiritual.

Tenho ainda uma ligação grande com a alimentação saudável – sou vegetariana desde 2002 e sigo um estilo de vida Vegan desde 2013, (vejam em baixo como foi o meu caminho para o vegetarianismo/veganismo) e sou ainda autora dos livros Cozinha com os Chakras e Cozinha 100% Vegetal e Saudável – partilho ainda receitas saudáveis e 100% vegetais, faço palestras, cursos e workshops sobre a vida e alimentação saudável online.

Trago ao mundo uma espiritualidade fácil, compreensível e acessível a todas as pessoas.

Como começou:

Tenho uma conexão ao mundo espiritual desde os 7 anos, quando comecei a ver energias que não se vêm com os olhos físicos. Desde nova que sinto que tenho claricognição (saber algo sem saber como sei), clarividência (ver o que não se vê com os olhos físicos) e mediunidade, apesar de não conhecer estas palavras, sentia o que elas significam. Passei por diversas experiências e momentos que me alertavam para estes Dons, mas não os entendia ou não confiava neles. Hoje também sei que canalizo energia para curar – a curta e longa distância. Depois de atender diversas pessoas em terapias espirituais e de elas me dizerem que depois de uma conversa comigo se sentiam leves e cheias/cheios de vida, agora com um caminho a seguir, foi confirmando esta informação de que estou sempre em constante trabalho energético, quando estou com alguém presencialmente ou à distância. Durante muito tempo, tentei esconder todas estas sensações (mais em baixo explico como), até que comecei a aceitar e a acreditar que o meu caminho ideal, era seguir a rumo espiritual – o que hoje quero partilhar convosco.

Neste espaço online partilho as minhas histórias de vida, o conhecimento que recebo do Universo para a evolução espiritual e o trabalho de ajuda espiritual para elevar a energia de luz que há em vocês para que possam descobrir um Universo cheio de oportunidades de LUZ e AMOR.

“Quando nos permitimos olhar com os nossos olhos espirituais, conseguimos alcançar tudo o que queremos” – Carina Barbosa

Desde nova tenho passado por diversos desafios. Aqueles momentos pareciam dolorosos, eternos e cheios de questões. Não entendia o porquê de os ter de enfrentar e o porquê de eles estarem a acontecer comigo. Até que descobri que estas passagens, serviram para desenvolver tudo aquilo que precisava para hoje conseguir estar em pleno, para agora estar habilitada a ajudar todas as pessoas que me procuram. A vida deu-me de facto muitos desafios, mas também me deu imensas oportunidades e alegrias. É com esta incrível mistura de emoções, que consigo estar agora também focada em vocês.

Para vos apresentar um pouco o meu percurso para chegar até aqui (pois os percursos são sempre importantes) – terminei o meu curso de Jornalismo em 2005 e fui jornalista/reporter de campo, sempre adorei escrever e comunicar. Hoje sou também escritora – podes ver os meus livros publicados em livros. Em 2011 terminei a Licenciatura em Engenharia Informática e em 2013 o Mestrado também em Engenharia Informática. Fui sempre muito ligada às tecnologias, a tecnologia no início era o que me fazia fugir do campo espiritual (pois fugia de algo estranho dentro de mim (mais em baixo descobrem o porquê)), hoje é um dos meios que utilizo para trazer a espiritualidade.

Depois de ter trabalhado em diversas empresas de tecnologia informática de grande nome e de estar num rumo profissional muito estável, sentia que aquela vida e sensações não me faziam bem e mantinham-me apagada da minha espiritualidade. Também não queria que a tecnologia saísse da minha vida e por isso hoje em parceria com o meu namorado (Artem Umanets), fazemos aplicações para Smartphones trazendo a espiritualidade ao mundo tecnológico, com a certeza de que a tecnologia também chegou, para nos ajudar na nossa evolução espiritual. Em 2012 fiz diversos cursos ligados à espiritualidade para me instruir mais neste mundo, eram o que eu precisava para me dar o impulso que procurava, e sabia que me vinham abrir as portas para algo que já me era familiar, mas que estava escondido em mim. Agora tenho as minhas próprias terapias e consultas que são canalizadas em momentos de grande conexão.

A espiritualidade abriu novamente a minha luz

Aos 16 anos, foi quando comecei a sentir, ou melhor a ter consciência de que era diferente das outras pessoas – desde essa altura recebia imensas informações de que o meu caminho deveria ser dedicado à espiritualidade. Apesar de mais nova já ter muitos picos de sensibilidade devido à mediunidade, à claricognição e à clarividência, nessa altura não estava muito atenta aos pormenores espirituais. Não tive uma infância fácil, tive de enfrentar bastantes obstáculos e enfrentar algumas missões mais complicadas. O facto de ver o que os outros não viam era muito complicado. Naquela altura a espiritualidade era mais complicada do que hoje em dia. O bullying foi das primeiras situações que eu não compreendi (vou deixar estes episódios para artigos). No decorrer de todos os contratempos que foram surgindo, fico feliz por ainda ter tido a oportunidade de brincar e crescer dentro da minha infância com felicidade. Aqueles contratempos mais difíceis vinham a ser algo muito positivo para o meu futuro. Tive ainda a sorte de a minha mãe aceitar muito bem a espiritualidade, ela sempre foi quem mais me apoiou para aceitar o que eu era, via e sentia. Gratidão mamã.

Mais tarde comecei a reparar que tinha dentro de mim uma força, que me ajudava a enfrentar os problemas de uma forma mágica – apercebi-me que desenvolvia auto-técnicas que ajudavam a atenuar e mesmo a desaparecer as feridas causadas pelas más experiências. Começava agora a libertar os traumas, bloqueios, medos e receios, e ainda conseguia ajudar outras pessoas a atenuar também os delas.

Os anos passaram e na adolescência, o meu lado espiritual começava a gritar mais alto, para se fazer mostrar. Mas a cada pormenor que tentava trazer para fora ou por vezes a algo que dizia que era mais fora do comum, era alvo de troça por pessoas que me ouviam ou conheciam. No entanto também tinha amigos muito especiais que me ouviam e à forma deles acreditavam. Mas eu sentia-me estranha, assim numa tentativa de ser igual a todos os outros – escondia quaisquer que fossem as sensações, visões espirituais ou pensamentos que tinha. Ignorava-os completamente, para que a minha vida fosse tão ou igual a outro adolescente. Eu via e sentia as situações antes de elas acontecerem, mas naquela altura nem eu mesma sabia o que era. A verdade é que desenvolvi uma vergonha pela espiritualidade e comecei a abafa-la. Tudo começou quando fui ao programa na televisão “sono da verdade” quando o programa de hipnose passou na televisão fui muito criticada e nesse momento pedi ao Universo para retirar quaisquer sensações espirituais que tivesse (depois “re-pedi ao Universo a espiritualidade e ele ouvi-me”. Assim para esconder todos estes sentidos e uma possível vida neste caminho, decidi dedicar-me aos estudos – entrei na Universidade, tirei os cursos, trabalhei nas áreas – para um dia ser alguém (era assim que pensava, é assim que a sociedade nos faz acreditar). As pessoas só são alguém quando têm uma profissão “séria”. Hoje não vejo as minhas escolhas, como más escolhas, adorei o meu percurso e sei que escolhi precisamente os cursos que hoje hoje consigo fundir e que me ajudam no meu trabalho espiritual – o curso de Jornalismo e o curso de Engenharia Informática, assim como o curso de formação de formadores, todos eles abriram as portas para conseguir desenvolver tudo aquilo que hoje faço para vocês.

Fugi da espiritualidade, mas ela não desistiu de mim

A minha mãe costuma dizer que quem vem com um Dom espiritual, deve conseguir utilizar e conciliar este Dom com todas outras atividades da vida. Se possível, dedicar a vida profissional ao Dom que é trazido – é tão bom, saber usufruir e ainda conseguir ajudar outras pessoas com o Dom magnifico que a pessoa traz nesta vida. Porque, caso contrário, a vida não consegue seguir o percurso ao qual nos propusemos quando decidimos vir à terra evoluir.

Ela dizia-me muitas vezes “Carina, se tens esse Dom, a tua vida não se endireita, enquanto não lhe deres atenção” ao que eu respondia “Eu não quero este Dom, vou dar volta ao Universo, vais ver!” dizia isto com um medo terrível de um dia ter de partilhar a espiritualidade com o mundo – porque achava que ia ser novamente alvo de troça e a vergonha de assumir estes dons perante os outros, era um dos meus medos e receios.

A minha mãe sabia que eu era diferente, quando eu tinha 6 anos, disseram-lhe que a filha mais nova (eu) era medium. Os anos passaram e aos 16 anos, quando comecei a mostrar-lhe sinais disso mesmo, a minha mãe contou-me. Na altura senti que recebia a notícia mais óbvia e de encontro ao que eu era. Adorava sentir e partilhar tudo o que via de místico e espiritual no mundo, partilhava o conhecimento que nunca havia lido, mas sabia. Foi aos 22 anos que pedi ao Universo que me tirasse todos estes Dons, fiquei cansada de tantas represálias e a vergonha já era demasiada. O Universo ouviu claro – convido-vos a ver no meu canal Youtube, o vídeo e aqui no site o artigo, onde falo sobe esta parte.

Eu não queria fazer parte da espiritualidade. Acreditava que se conseguisse ignorar totalmente estes Dons, eles acabavam por desaparecer, mas isto não aconteceu! O que realmente acontece, é a vida nunca sorrir totalmente para nós. Vão sempre acontecendo situações boas sim, mas o percurso é muito mais complicado e controverso quando querermos fechar as portas a algo tão positivo que nos foi oferecido – o Dom da espiritualidade.

Todos nós temos Dons espirituais, todos nós trazemos luz dentro de nós, não há ninguém que não o tenha, pois todos somos energias de luz que estão em constante evolução e temos a missão de dedicar a nossa vida a fazer imensos trabalhos de luz para nós mesmos. Alguns de nós, trazem Dons “mais desenvolvidos”, para ajudar outros que ainda estão no caminho da descoberta espiritual e descobrir a luz divina dentro delas. Foi disto que sempre fugi – do Dom que trago dentro de mim, que sabia que era dedicado a trazer a evolução espiritual ao mundo. Comecei a aceitar e a acreditar que tinha toda esta energia para desenvolver cada vez mais a espiritualidade que há em mim e nos outros. As evidências eram cada vez maiores, e a dúvida foi ficando iluminada pelas certezas.

Quando aceitei a espiritualidade, a minha vida começou a mudar totalmente. Não foi tudo fácil, não foi tudo luz. Muita escuridão aparece quando nos ligamos à espiritualidade. É a escuridão que já habita dentro de nós e que agora a luz começa a trazer para cima para ser curada e tratada. E para sair a energia densa como é que funciona? Ela mostra-se, ela faz-se sentir e depois lutamos com as energias de luz e ela sai e nós iluminamo-nos. A verdade é que assim que aceitei trazer a espiritualidade ao mundo, toda a vida começou a encaminhar-se. Os desafios acontecem claro, mas abrem-se portas e portões tão bonitas e ficamos estupefactos com o que o Universo tem reservado para nós, é maravilhoso.

Hoje partilho com toda a luz e amor a espiritualidade no mundo através dos meus livros, consultas, cursos, ebooks, online e tantas outros meios. Este é o meu caminho e vai sendo caminhado todos os dias.

E aqui estou eu, para te ajudar e encontrar o teu rumo e felicidade, para te acompanhar na tua evolução e ascensão espiritual, da forma mais pura que sei fazer, estar e ser. Que é a forma de LUZ E AMOR!

Se queres transformar a tua vida, atingir os teus sonhos, objectivos, missões e propósito de vida, vê aqui no site como te posso ajudar: as minhas consultas e terapias na secção CONSULTAS. Procura o curso, meditação e workshop que mais te faz sentido neste momento presente em APRENDER. Junta-te a mim nos eventos e retiros que apresento na secção EVENTOS e claro, harmoniza-te com a alimentação saudável através das receitas 100% Vegetais em RECEITAS. Tudo sempre para fazer vibrar a tua vibração interior.

– Como me tornei vegan –

Antes de começar, partilho contigo os meus livros de receitas 100% Vegetais já publicados.

A minha alimentação baseia-se toda ela em alimentos 100% vegetais. Atualmente tento ao máximo seguir um estilo de vida Vegan. Tudo começou em 2002 quando estava a estudar no curso de Jornalismo. Num dos intervalos estava a comer uma sandes com carne (penso que seria de fiambre), ao meu lado estava um colega/amigo meu (de uma turma diferente da minha), este meu amigo era vegan – na altura não conhecia este termo, estava muito longe de saber que se tratava de um estilo de vida que AMA e PROTEGE todos os animais. E foi numa conversa muito simples com ele, que tudo começou (não me recordo bem dele e é um gosto que ainda hoje tenho, de o re-encontrar).

– “Já viste o que o animal teve de sofrer para agora estares a comer essa sandes?” perguntou-me esse meu amigo.
– “Mas qual animal!?” Questionei – não estava a ver nenhum animal na minha sandes. Vemos a carne, peixe, laticínios e ovos, como simples produtos que vamos ao supermercado comprar e não vemos como animais ou elementos de animais explorados.
– “Sim, para teres a carne na tua sandes, o animal teve de sofrer e imenso. Desde que nasceu, até ao dia que foi morto.” Respondeu o meu colega de escola, num tom subtil, mas ainda assim assertivo.
– “Eu não como nada de origem animal. Carne, peixe, laticínios, ovos e mel.” Continuou ele muito rapidamente.
– “Não comes carne?” Perguntei eu, numa tentativa de acreditar que seria possível alguém não comer carne.
– “Não.” Disse ele, olhando para baixo, apanhando os meus olhos e com um sorriso de que (sim é possível!).
– “Bem, tens razão. Que giro, nunca tinha pensado nisso.” – Respondi-lhe também com um sorriso envergonhado – ainda tinha a sandes na minha mão.
– “Tens muito mais alimentos para comer, que são de origem vegetal” – Concluiu ele.

Partilhámos ainda mais umas frases um com o outro, mas lembro-me de que as frases dele me faziam questionar mais e mais. Dobrei o guardanapo e baixei a mão numa tentativa de esconder a sandes. Tinha caído em mim uma vergonha que nunca tinha sentido. Era como que um manto de timidez e remorço caísse sobre mim. Hoje sei que não compreendi tudo o que ele me disse, não havia a internet que há hoje e o conhecimento sobre este assunto era muito escasso. Mas dentro de mim, sentia que estava a agir mal ao consumir aquela sandes. O meu espirito já conseguia fazer-se ouvir, nem que fosse um pouco mais. Entretanto fiquei em silêncio, não sabia o que lhe dizer. Mas lembro-me de ele respeitar imenso o meu momento de reflexão e senti que ele sabia perfeitamente estar na posição dele enquanto eu procurava o meu caminho.

Nesse mesmo dia quando cheguei a casa, já tinha ideia de partilhar o pequeno conhecimento que tinha tido, com a minha mãe.

– “Não quero comer mais carne! Os animais sofrem tanto para nós os comermos.” Disse muito rapidamente assim que a vi entrar em casa.
– “Tenho um colega meu que não come carne. Eu também não quero comer!” Continuava eu sem parar.
– “Que bom, eu também não quero!” A minha mãe respondeu-me muito rapidamente.
– “Nunca gostei de comer carne, porque sempre achei que havia alguma coisa de errado. Então quando temos o conhecimento que eles sofrem imenso. É mais uma certeza, para deixar totalmente.” Disse ela feliz por estar a entrar num mundo novo.

Foi uma sensação de liberdade total, eu tinha a minha mãe do meu lado, a tomar aquela decisão que me levava tão e tão mais longe na minha vida, sem ainda eu saber disso. Este momento, foi um marco na minha vida. Estávamos em 2002 e não fazia ideia que 14 anos depois, iria lançar o meu primeiro livro Cozinha 100% Vegetal e Saudável e ia ajudar na mudança de milhares de pessoas. Com aquela decisão, optámos por tirar toda a carne que havia em casa e a minha mãe deu a quem sabia que mais precisava (a carne já estava comprada, por isso íamos honrar o que já estava investido e com o pensamento de que (enquanto se comem estas carnes, não se compram outras)).

Em 2002 não haviam as escolhas que existem hoje, para comprar tofu ou seitan nós íamos à fabrica da ProVida e isto não foi um bloqueio, foi um caminho.

Liberta-te do que já não te faz bem, porque só assim podes continuar a caminhar

Os anos passaram e mantive a minha alimentação assim – não comia carne; mas comia peixe, lacticínios, ovos e mel. Talvez naquele dia, não me tenha apercebido de que ele era um Vegan (ou seja não consumia qualquer produto de origem animal). Não conhecia a palavra Vegan e por isso não significou nada para mim. Com esta pequena mudança na minha alimentação, comecei a ver diferenças em mim. Sentia-me mais pura por dentro, mais honesta comigo própria. Aquela sensação de enfartamento à noite tinha passado. Já praticamente não tinha prisão de ventre (que até aquela altura era tão desconfortável). Ainda mantive alguma má disposição quando comia peixe e muitas vezes deitava-me muito mal disposta. Naqueles tempos, ser vegetariana era algo fora do comum e as pessoas pensavam muitas vezes que eu era vegetariana por seguir algum tipo de religião. Ao que eu dizia sempre que não e que era pelos animais. Mas tudo isto fazia alguma confusão a quem sabia que eu não comia carne. Não havia a disposição de conteúdo na internet que existe nos dias de hoje e nem a abertura de consciência das pessoas era igual ou semelhante à de hoje. Mas fui começando a gostar cada vez mais de ser “vegetariana” – intitulava-me assim naquela altura, apenas por não consumir carne. Hoje sei que ser vegetariano não é só não consumir carne.

Ainda se fala na sociedade que ser vegetariano é não consumir carne e peixe, mas manter os lacticínios (lacto-vegetarino) ou os ovos (ovo-vegetariano), ou os ovos e lacticínios (ovo-lacto-vegetariano), no entanto eu não gosto destes termos, porque mantêm a pessoa na escuridão dos maus tratos animais que ainda estão vivos e ainda no desprendimento do cuidado com a Natureza / Planeta. Um vegetariano é quando a pessoa apenas consume alimentos da terra (vegetais), um vegan é quando a pessoa é vegetariana a 100% na alimentação e ainda não compactua com os maus tratos gerais aos animais (roupas, entretenimento, cosmética e produtos).

Estávamos em 2012 quando conheci o Artem (o meu namorado) numa empresa de IT (Informática). Trabalhávamos no mesmo local, o que significava que almoçávamos todos os dias juntos, juntamente com os nossos colegas de trabalho. Naquele tempo ser vegetariana, era ser diferente. Colocavam-me imensas questões e eu ia respondendo dentro daquilo que sabia. Quando falava com o Artem sobre alimentação, perguntava-lhe imensas vezes porque comia ele carne, ao que ele respondia-me que era porque gostava, porque estava habituado, e porque… não sabia mais o porquê de a comer. Sem querer forçar, porque não temos de forçar qualquer escolha. O caminho de cada um de nós, somos nós mesmos que o temos de percorrer. Um dia mostrei-lhe como eram feitas as salsichas e como chegam ao prato. Depois mostrei-lhe como a carne chega até à produção das salsichas. No primeiro vídeo, ele mostrou-se um tanto incomodado com a forma como as salsichas são produzidas, mas no segundo vídeo, as lágrimas escorriam-lhe pelo rosto. Ao tomar tamanha consciência do que se passava por nos bastidores de toda a produção da carne, o espirito dele expressava-se agora com liberdade – ele tinha encontrado o caminho. Algo que ele nunca tinha sentido, sabido ou tomado consciência. Apenas mostrei-lhe o leque e deixei-o fazer a escolha dele, seguir ele próprio o caminho dele, livre agora da escolha. Libertei o bloqueio que a sociedade colocara de forma inconsciente. Ele foi livre de seguir o caminho dele.

O nosso caminho, somos nós que o temos de percorrer, ninguém o pode percorrer por nós

Passaram-se 3 meses. Um dia ele disse-me que não comia carne à 1 semana. Fiquei contente, mas pensei que ele não iria aguentar. Mas o Artem realmente já tinha feito a escolha dele de forma muito forte. A mudança dele já tinha começado. A escolha por amor aos animais, não pode ser forçada, tem de ser de coração. É com esta sensação que tudo muda. É com amor que fazemos as melhores escolhas. Passaram-se mais 3 meses desde que ele tirara totalmente a carne da alimentação dele, ainda me lembro de estarmos a comer um prato de peixe (lulas com puré).

– “Já pensaste que os peixes também sofrem, como sofrem os animais terrestres?” Questionou-me ele, questionando-se a ele próprio também.
Fiquei em silêncio… não conseguia combater a invasão de pensamentos que surgiam na minha mente. Estava a mastigar e sabia que tinha de engolir, mas o meu corpo dizia não.
– “Mas os peixes sofrem como os outros animais?” Sem muito acreditar, tentei ripostar, para ver se eu própria tinha alguma razão naquilo que dizia.
– “Eu acho que têm. A mim começa-me a fazer confusão comer peixe.” Disse ele torcendo o nariz e com uma expressão de repulsa.
– “Com o que estás a dizer, também me começa a incomodar. Mal consigo engolir.” Tentei acompanhar o raciocínio dele.

Fomos pesquisar mais sobre o assunto e vimos um documentário “If Slaughterhouses had Glass Walls – Paul McCartney”. Foi o vídeo que nos fez questionar mais. Custou-me a aceitar que era capaz de tamanha mudança. Sempre dissera a mim própria – “carne não como, mas peixe não sou capaz de deixar! Muito menos ovos e laticínios que gosto tanto.” No final do vídeo, estávamos os dois a tentar esconder a nossa sensibilidade e os tremeliques nos olhos tentavam com toda a contração que podiam, agarrar as lágrimas. Ficamos os dois a olhar um para o outro completamente comovidos a chorar praticamente em soluços.

– “Gostavas de ficar Vegan?” Perguntou-me o Artem. Mas aquela pergunta tinha dois sentidos, era também para ele.
Fiquei sem resposta por segundos.
– “Mas então o que vamos comer? …mas e o queijo? …e os ovos?” Perguntei, com receio de a resposta dele ser exatamente aquela que ele disse. (hoje há imensos queijos vegetais deliciosos)
– “Vegetais e outras coisas…” respondeu ele muito decidido. Foi esta força dele que me motivou bastante a minha mudança.
– “Achas que somos capazes? Sinto-me bem pensar nisso também, mas parece tão radical. E as pizzas cheias de queijo e os ovos estrelados?” Interrompi-lhe a frase, ainda estava muito formatada aos sabores e texturas, mas uma parte de mim dizia “tu és capaz!”.
– “Claro que somos. Deixámos a carne e não temos saudades dela, logo esta mudança vai ser igual.” Disse ele, já com um tom cheio de certeza e uma expressão no rosto que transmitiam que era tudo possível.
– “Sei que existe, tofu e seitan. Nós em casa já compramos estes substitutos da carne e também substituem muito bem o peixe.” Concluí eu, agora com imensa certeza de que aquela era a melhor escolha na minha futura alimentação.

E nessa tarde fizemos a decisão. Deixámos de consumir também peixe, lacticínios, ovos e mel! O Artem foi quem me fez despertar o resto que estava adormecido. A minha eterna gratidão ao Artem, que me tirou a venda que me cobria os olhos e escondia o meu coração. Estava desejosa de contar à minha mãe, ela que em 2002 aceitou tão rapidamente retirar a carne da alimentação dela quando lhe contei que queria deixar. Será que ia agora novamente também querer retirar o peixe, lacticínios, ovos e mel?

– “Mãe, eu e o Artem vimos um vídeo e decidimos que vamos deixar de comer também peixe, lacticínios, ovos e mel.” Disse a frase como se fosse uma decisão maluca que estávamos a ter.
Contei algumas passagens do vídeo – como é a vida dos animais de produção, pelo que eles passam, condições, alimentação, maus tratos, sofrimento, entre outros pormenores. A minha mãe estava a absorver tudo aquilo que lhe contava em silêncio.
– “Queres ver o vídeo que vimos, para saberes se também queres deixar?” Sem que ela conseguisse dizer qualquer coisa, fiz esta pergunta directa.
– “Eu não! Não preciso de ver o vídeo. Só pelo que me estás a contar, também quero deixar de comer animais.” respondeu ela muito rapidamente e cheia de confiança.

A decisão estava tomada. O passo mais complicado estava dado. Costumo dizer nas palestras e partilhas que o passo mais complicado é querer mudar. Porque desde que aceitamos mudar, todo o Universo se junta para nos mostrar, acompanhar e guiar. Os 3 juntos decidimos abraçar este estilo de vida da melhor forma possível. A minha mãe prova-me sempre que com qualquer idade podemos mudar e aceitar um novo começo. Ela é um pilar que utilizo muito para fortalecer a ideia pela qual várias pessoas que me procuram questionam – pensam que agora em adultos é complicado fazer estas mudanças. Mas o mais certo é sempre fazê-las e verem como se sentem. A minha eterna gratidão à minha mãe que sempre está aqui cheia de força e amor para envolver e partilhar.

Optámos por desta vez fazer uma mudança diferente daquela que fizemos com a carne. Como era uma mudança grande, decidimos consumir tudo o que tínhamos em casa de origem animal (alguns produtos demos, porque iriam demorar muito tempo a gastar) e sempre que íamos às compras, só comprávamos produtos de origem vegetal. As primeiras semanas foram dedicadas a tirar tudo o que era de origem animal em casa e a ler rótulos nos supermercados e mercados, muitos rótulos. Como decidimos ser vegans também retiramos as roupas que eram de pele, os produtos que eram testados em animais, a mudança foi-se fazendo com o tempo e com o conhecimento. Quando abrimos o leque à nossa volta, descobrimos que não existe conhecimento daquilo que as pessoas compram e comem. Foi refrescante retirar tantos produtos malignos que faziam parte do dia-a-dia.

Ainda estávamos em 2013 e não existiam as prateleiras nem os imensos icons “Vegan” que vemos hoje em dia. Ainda formos muitas vezes à fábrica da ProVida comprar tofu, seitan, tempeh, bebidas vegetais, bolachas e bolinhos, pão… tudo o que hoje vamos ao supermercado e está disponível. Hoje o mundo do Veganismo está em total crescimento e é tão bom.

A escolha que faço hoje, faz de mim o que sou amanhã

Sei que não é fácil tirar o chão de baixo de nós. Deixar tudo aquilo que estamos habituados a comer e mudar a nossa alimentação. Mas é quando saímos da nossa zona de conforto que a magia acontece. Com a mudança na minha alimentação, tive muitas outras mudanças – em termos físicos, deixei de ter a má disposição depois das refeições que costumava ter, deixei totalmente de ter prisão de ventre e comecei a ver os alimentos de forma completamente diferente e comecei a ter mais gosto ainda pelos sabores, todo o meu corpo começou a mudar dentro e fora, é visível. Mas a mudança foi muito mais além e também comecei a ver os animais de forma totalmente diferente. O amor que conseguimos emanar de dentro de nós é tão grande, que era impossível ter reparado nestas sensações se ainda estivesse naquele patamar que estava até à alguns anos atrás. A energia da carne, peixe, laticínios e ovos tem energia densa que bloqueia a nossa energia. Com este amor a ser desenvolvido cada vez mais, comecei a tomar uma consciência espiritual que até então estava fechada em mim. A leveza que sentia no meu corpo físico, começou a desenvolver-se na minha consciência enquanto Ser de luz. A energia que sentimos é tão bonita que tive a certeza que vinha desta escolha que tinha feito. O deixar de comer animais, fez-me deixar de consumir aquele sofrimento e comecei a caminhar numa direcção que ainda hoje me ajuda a dirigir no caminho que acredito ser o mais certo para mim.

Nesta mudança, senti a necessidade de pesquisar mais e mais. Se antes pensava o que iríamos comer, agora era complicado era repetir receitas. Existem tantas receitas que queremos partilhar, que parece impossível repetir receitas. Assim as receitas que íamos fazendo em casa eram tão boas, que queríamos regista-las numa plataforma online para ficarem sempre disponíveis. Mas a ideia foi um pouco mais à frente e queríamos também ajudar tantas outras pessoas que se encontravam na mesma situação. Foi quando surgiu o meu site de Veganismo – www.veggitableblog.com. O site teve um crescimento tão rápido que quando me apercebi, já tinha muitas pessoas a fazerem-me diversas questões sobre a alimentação. O meu interesse pela escrita, sempre esteve muito dentro de mim e foi então que decidi escrever o meu primeiro livro Cozinha 100% Vegetal e Saudável que foi publicado 3 anos depois de me tornar vegan. Um livro que chegou para ajudar todos a transitarem para uma alimentação 100% vegetal de forma simples e com ingredientes fáceis de encontrar em supermercados. A minha ideia é poder oferecer oportunidades de mudança tão simples, cheias de cor e sabor. Ideia que eu precisei para também conseguir dar o meu passo de Amor. E assim foi.

Hoje, como porque sei que estou a nutrir o meu corpo e faço-o com gosto, porque esta alimentação é tão saborosa como nutritiva. A leveza que hoje sinto é aquela que quero partilhar convosco. Aprender a comer é tão simples, que não podia deixar de partilhar com todos aqueles que me acompanham aqui. É com toda esta sensação de amor que partilho a minha história e acredito que possa fazer diferença na tua escolha e na tua vida. Eterna gratidão, eterna gratidão, gratidão eterna.

Se queres transformar a tua vida, atingir os teus sonhos, objectivos, missões e propósito de vida, vê aqui no site como te posso ajudar: as minhas consultas e terapias na secção CONSULTAS. Procura o curso, meditação e workshop que mais te faz sentido neste momento presente em APRENDER. Junta-te a mim nos eventos e retiros que apresento na secção EVENTOS e claro, harmoniza-te com a alimentação saudável através das receitas 100% Vegetais em RECEITAS. Tudo sempre para fazer vibrar a tua vibração interior.

Que a vossa escolha, possa ser o vosso melhor caminho

Luz e amor,
Carina Barbosa

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